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11 de fevereiro de 2015

O problema não é você, sou eu!


E como qualquer relacionamento, tudo começou com um beijo. Ele? Policial! Sabe daqueles marrudos, todo imponente, voz grossa que te deixa fora de órbita com apenas uma palavra. Lindo! Encantador! E com uma dor gigante guardada dentro do peito. 

Eu? Quase na casa dos 30! Aliás, isso tem me atormentado! Quando me perguntam qual a minha idade a minha vontade é de chorar ou de voar no pescoço de quem perguntou. Afinal, o que isso importa? Só para saber se já estou com o pé na cova? E quem disse que isso significa alguma coisa nessa mundo violento de hoje? Pois é, nada!

A cabeça de uma mulher pode ser muito traiçoeira as vezes. Essa tal coisa de relógio biológico não para de apitar nem mesmo nos meus sonhos, não me deixa dormir em paz! O desespero por encontrar alguém para seguir as regras de uma boa moça que casa, tem filhos e vive para o marido vai aumentando cada vez mais. E quando temos certeza que encontramos? Opa! bora lá! Corremos atrás com todas as nossas forças, mas o problema disso tudo é o tombo que pode ser cada vez mais alto!

Sim, me apaixonei! E quem não se apaixonaria por ele? Entre noites de encontro descubro que ele está se divorciando. Se isso é um problema para mim? Magina! Acredito que seja até melhor, afinal ele já foi casado, sabe bem como é essa vida, tem maturidade, enfim.. sabe ser o homem da casa, dá para entender? 

Deixei as coisas rolarem... e as coisas foram rolando tão rápidas que não conseguíamos não estar juntos! Ao mesmo tempo que não queríamos rotular nada, não podia deixar de pensar que estávamos juntos, afinal estávamos! 

Aquela dor se tornou o problema entre nós. Sabe aquela história de novela que os dois mocinhos se amam, mas não podem ficar juntos por algum motivo? Caraca, era a novela da minha vida! Ele foi se afastando, me pedindo para não procurá-lo mais, me disse que não sabia mais lidar com isso, que tinha medo de se machucar e que não queria viver tudo de novo. Logo pensei: "Que egoísta! E a minha dor? Isso você não vê, né?" Como eu fiquei? Paralisada! Meu mundo ficou meio perdido, sabe? Afinal era ele! Ele era o homem que eu escolhi para brincar com os meus filhos na sala bagunçada de brinquedos. 

Com muita dor, me afastei, acatei! Me afastei me segurando para não procurá-lo, para não chorar. O desespero de ter ele comigo era gigante! Como alguém que eu conhecia a tão pouco tempo podia me fazer aquela falta? Um buraco no meu peito se abriu! A situação se inverteu, agora a dor nos olhos eram nos meus e não mais no dele! 

Não! Eu não podia mais sentir aquilo, não podia ficar esperando que algo mudasse aquela situação. Então eu mudei, literalmente! Me mudei para outra cidade! Aproveitei a proposta do meu emprego e fui! Malas prontas, cabeça aqui, mas fui! Fui e tentei não olhar para trás!

Depois de um tempo, de volta à São Paulo, encontro ele na noite com outra. Doeu demais, e a noite terminou com lágrimas e muitos drinks! Até demais! (ai minha cabeça!)

Ele me viu e tentou se explicar. Disse que não precisava, afinal não tínhamos nada. Mas não aguentei, fui sincera. Falei tudo o que eu precisava e ainda tive que ouvir: "Não posso te pedir para esperar por mim, apesar de ser o meu maior desejo. O problema não é você, sou eu!". Respirei e respondi: " Isso eu sei e tenho certeza, mas vai dizer isso para o meu relógio; ele tem pressa e meu coração também!  Desculpa, o problema não é você, sou eu que não posso esperar!" E saí.. para nunca mais voltar!








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