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26 de junho de 2015

Quando as palavras não se encontram


Às vezes é difícil decifrar o que sentimos. O meu olhar sempre a procura do seu e não conseguimos entender porquê. Todo dia, faça chuva ou faça sol, você está lá. E quando não vem, os pensamentos voam longe tentando encontrar a resposta. 

O trânsito para, as buzinas tocam e eu só consigo ouvir a musica que toca no ipod e a voz que insiste em ficar na minha cabeça agradecendo o caos da cidade, pois assim consigo ficar alguns minutinhos a mais te olhando. Claro, discretamente, mas sempre tentando decifrar quem é você, o que faz e o que fará naquele dia. Estranho mesmo são as palavras que não saem da nossa boca, que não se cruzam. Talvez os sorrisos disfarçados sejam as respostas que procuramos. Os olhares se cruzam pelo reflexo do vidro quando o sol decide invadir nossos dias e aí consigo enxergar a sua alma, a sua malicia, o seu desejo. Engraçado os nossos desejos serem iguais. Ambos reprimidos. Ambos carregando uma culpa nos ombros. 

Toda aquela história da caça do gato pelo rato vale a pena e faz meus dias se tornarem ainda mais interessantes. O seu olhar me interessa. A sua procura pelo meu olhar me intriga e o teu sorriso meio de canto... jogado, me encabula. Mas eu gosto. Ah eu gosto, e talvez a graça seja essa: não saber quem é você, imaginar a sua voz e os seus pensamentos ao me encontrar. 

Estranho seria se não me encantasse, estranho seria se eu não prestasse atenção no seu jeito de mexer no cabelo ou de responder com o olhar ou de me preocupar ao não te encontrar. É... você mexe comigo e eu não entendo o porquê. Mas também, para que entender? Deixa tudo assim, discreto, intrigante e reprimido. Quem sabe um dia, quem sabe alguma hora dessas o destino não muda esse caminho que traçou para os nossos desencontros. Um sorriso de despedida e um olhar de até amanhã!



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