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22 de maio de 2015

O sonho não morrerá



Explicar o motivo pela escolha do jornalismo como profissão talvez eu não consiga, mas, ainda assim, eu sei que devo tentar. Posso começar contando como tudo começou.  Sabe aquelas típicas feiras estudantis em que existem milhares de oportunidades e você quer agarrar todas? Então, é isso. Você chega no lugar e na verdade não sabe nem o que quer, e o meu caso não foi diferente.

Mas, quando o mundo conspira para que algo aconteça, acredite, ela vai acontecer. E foi por essas conspirações que eu fui parar em uma palestra da editora chefe do Jornal Hoje da TV Globo. E daí em diante eu sabia o que queria para a minha vida. Isso no segundo ano do colegial. E há quem diga: “Ninguém nunca sabe o que quer com 16 anos!”, mas eu era a exceção da regra.

Há exatos quatro anos atuando na profissão posso dizer que já vi e vivi grandes mudanças no mundo jornalístico. Quando entrei para o meu primeiro estágio, as redações trabalhavam a todo vapor, a procura por profissionais era grande e tudo parecia ser mil maravilhas. Acho que eles só se esqueceram de um detalhe: nós estamos vivendo no mundo digital e isso poderia mudar muita coisa com o passar do tempo, e mudou.

O tempo passou, inovou, e as mudanças foram notórias. As redações cada vez mais escassas, demitindo profissionais e se limitando a internet. Se a 50 anos os jornalistas utilizavam maquinas de escrever, hoje microcomputadores, amanhã? Bom... amanhã conseguiremos repassar a notícia somente através do nosso pensamento.

Brincadeiras a parte, alguns dias atrás, minha mãe me perguntou o que eu esperava do futuro, da minha vida, da minha profissão e eu pensei, pensei e não soube responder. Eu sei que, enquanto eu estiver lúcida, quero transmitir o melhor de mim para o jornalismo. Daqui a dez anos as notícias estarão cada vez mais presentes na vida das pessoas, e eu quero fazer parte disso. Quero ser a profissional que corre com as mudanças, quero me adequar às necessidades e me fazer presente, assim como os fatos que nunca param.

Que o jornalismo mudou, isso é óbvio, é notório. Como ele será amanhã? Só Deus sabe! Se a quatro anos eu via o mundo do jornalismo resumido aos jornais da globo, hoje eu vejo como simples coisas podem virar notícias e daqui a dez anos pretendo olhar para trás e perceber que toda a correria com as mudanças do mundo valeram a pena para a minha profissão. O sonho de levar a notícia a qualquer pessoa, em qualquer lugar, não morreu e nem nunca morrerá. Enquanto houver o jornalismo, eu quero estar presente.


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